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O último desfile do Park Fashion parecia ser o mais esperado de todos. Talvez porque todo mundo já estava ali e não parava de chegar gente, mas a tenda pareceu BEM lotada e umas 4 pessoas me pediram convite pro desfile do Iesb. Foi muito legal poder ver os alunos da faculdade sentados no chão perto da primeira fila todos gritando e apoiando o desfile da colega. A gente achou MUITO legal a iniciativa do Iesb de ajudar os seus alunos a entrarem no mercado. Não é sempre que um jovem estilista tem a oportunidade de apresentar sua primeira coleção num evento grande como o park fashion e ainda tendo uma celebridade como modelo pra poder atrair mais atenção ao desfile (leia-se Rodrigo Hilbert desfilando!) Se o Iesb continuar investindo assim nos seus alunos, é bem provável que a faculdade se estabeleça como a faculdade de moda número um do DF.

Poucos minutos antes do desfile eu conversei com a Maria no backstage e ela mostrou um profissionalismo bem acima do esperado pra uma estudante de moda. Ela estava super calma, esperando o desfile começar. Fui pra tenda, já ouvindo a gritaria dos alunos do Iesb apoiando a faculdade. Antes do desfile começar passava um video da Maria explicando a coleção, o que eu achei ótimo, porque facilitava entender a coleção pra cada uma das pessoas que estavam assistindo o desfile e não teriam oportunidade de saber um pouco mais sobre a coleção. Nessa coleção a Maria se inspirou no contraste entre luz e escuridão, pensando no comportamento da luz no escuro. Ainda nesse tema, a cartela de cores da coleção é bem neutra e até sóbria, passando pelo preto, o branco e o bege. A gente achou bem interessante a calça clochard (que em francês significa mendigo, vadio. É uma calça solta, sem vinco, acima do tornozelo quanto ao comprimento, muito frouxa e larga na cintura, onde é mais ajustada) foi um risco que a Maria correu, porque essa calça já foi bem polêmica e meio controversa.Mas ficou muito bem situada na coleção inteira e provocou desejo de consumo na maioria das pessoas que estava no desfile. O desfile ainda contou com as sobreposições inusitadas nos looks masculinos, como no combo gola canoa + regata.  Na beleza, adesivos amarelos foram aplicados no rosto dos modelos, representando o conceito de luz do desfile e o cabelo ganhou um aspecto meio messy. Todas as peças estavam muito bem acabadas no aspecto técnico de modelagem e costura, pareciam bem prontas pra venda.

Pessoalmente a gente AMOU a preocupação da Maria em fazer um DESFILE, e não uma apresentação de looks. Num evento como o ParkFashion, que naturalmente foca o varejo e o lado mais comercial da moda, foi muito aliviante poder ver um verdadeiro exercício de criatividade, seja na maquiagem do desfile, seja no styling ou seja na trilha sonora. Nosso único conselho é pra ela continuar a fazer uma roupa ainda mais conceitual, porque, pelo menos por enquanto, ela ainda não tem que se preocupar muito com venda, patrocinador e etc.  Traduzir a sua mente no seu conceito é a maior missão de um estilista iniciante e, na nossa opinião, Maria Paula ainda tem muito futuro pela frente.
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Fotos: www.finissimo.com.br

Ah, arrasou no ‘Tainted Love’ do final gata!