You are currently browsing the tag archive for the ‘fashion’ tag.

A RITA WAINER É MUSA! Da nova geração de estilistas brasileiros, Rita Wainer talvez seja o nome que mais me aparece na cabeça quando eu penso sobre isso. Ela faz de tudo gente! Como se não bastasse ser uma estilista DE MÃO CHEIA, ela faz umas ilustrações que deixam qualquer um babando, faz exposição e uma série de outros suportes para a mente dela. Acho que o termo mais adequado a se usar, seria que Rita Wainer é uma poetisa. Porque o que a gente percebe é que as ilustrações, desfiles, exposições, tudo que ela põe a mão se enquadra na categoria POESIA. A gente acha que ela tem uma série de idéias bem a frente de seu tempo. Olha o que ela escreveu no blog dela:” Feliz seria, se os estilistas pudessem novamente queimar alguns neurônios tentando fazer algo de novo na moda. Novo ou apenas sincero se não for pedir muito. Que o chocolate volte a ser melhor que a embalagem, ou tão bom quanto, viu , sr. tempos modernos“. Essa citação é linda e sintetiza BOA PARTE daquilo que a gente acha da moda nos ultimos tempos. E o melhor de tudo: ela e a exposição LINDA dela estão vindo para o Park Fashion! : )
n1223210965_30020477_27731

Dá uma olhada no trabalho dela que você pode esbarrar com ela nessa nossa cidade daqui a duas semanas!

Advertisements

a gente ama muito o trabalho do ryan mcginley. ele é muso.

Jum Nakao é idolo. Hoje vendo o documentário dele no Nomes da Moda, eu revi o desfile de 2004 e percebi o tanto que aquele desfile, cinco anos depois, é atual. Subversivo, Jum Nakao fez um desfile todo de papel, onde as modelos rasgavam toda a roupa no final do desfile, deixando todos muito impressionados e emocionados. Eu acho que ele realmente é um dos mestres brasileiros da moda, no sentido de traduzir e realizar um conceito até o fim. Jum se enquadra na categoria de ‘estilista de estilistas’ inspirando e ensinando a todos que tiveram acesso ao seu material. No documentário ele conta que a faxineira do SPFW assistiu o desfile dele e foi até o backstage abraçar ele dizendo que pela primeira vez ela havia gostado de um desfile “Acho que você quis dizer que não importa a roupa, é o interior que conta.” resumiu a faxineira emocionada. E eu acho que é isso mesmo. Jum usa a roupa como um suporte para idéias, expressões e subversões. E é disso que o Brasil precisa, não? Cinco anos depois, todos os valores mostrados naquele desfile ainda são reais. Roupas de papel (crise, valor da roupa), modelos rasgando tudo (valor da moda na sociedade atual) enfim, tudo ainda é usável. E eu acho que é isso que faz de um desfile, um momento da moda. Quando você prega uma tendência, vai durar no máximo três estações. Quando você prega uma idéia, o desfile cumpre seu propósito e se eternaliza.

A Dazed and Confused recentemente dedicou uma edição inteira a um projeto chamado ‘Teenage Takeover’ onde eles fizeram uma open call pra todos os jovens abaixo de 19 anos que quisessem participar da edição. O resultado foi muito poisitivo, foi uma edição com muita visão de moda nova e fresca. Agora fica a pergunta, aonde está esse espaço pra novos stylists, editores, fotógrafos e maquiadores no Brasil. Bem que a Key, ou a MAG! que são revistas de certo modo mais vanguardistas podiam abrir esse espaço né? Porque a moda no país precisa se renovar… Existe muito o predomínio de velhos estilistas, consagrados fotógrafos e enferrujadas revistas, que seguem sempre o mesmo padrão, e não trazem nada de novo. Se continuar assim, é lógico que a moda brasileira nunca vai se estabelecer como um grande pólo fashion no mundo…

fotos: Dazed and Confused

a gloria coelho é o hussein chalayan do brasil né?